Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

[+/-]

Pensão da Solidão e Noberto no Inferno

Pensão da Solidão e Noberto no Inferno

A Pensão da Solidão e a saga de Noberto Figueira no inferno se relacionam.Bem como a última se relaciona com O Livro dos Mortos, a descida de Gregory Grimaud ao inferno, que está relacionada no índice aí na esquerda.Segue os capítulos de Noberto no Inferno para os loucos desatarefados que quiserem perder o seu precioso tempo lendo baboseiras.


Nemesis 1
Sobre o que está por vir 2
Abrem -se as sete portas do inferno 3
O presídio 4
Tempestade de Areia: Interlúdio Pegasus
No cemitério 5
Noberto no inferno 6
(poema o jogo dos sete erros)
7
8
Interlúdio Coração de pedra
Nervos de aço.Prelúdio: Branca de Neve...
9 Nervos de aço
10 Nervos à flor da pele
11 cabeça- dura
(poema Cala a boca que fala )
(poema Heroína )
12 Com o Demônio
13 Término

[+/-]

Pensão da Solidão 7 - Interlúdio fada verde

Pensão da Solidão 7 - Interlúdio fada verde

Um gole para acordar nos sonhos, dois goles para despertar dos pesadelos.
Três goles e tu és a minha senhora, Ártemis,Fada Verde!
Acende os olhos anis da mente, caçadora dos campos do pensar.
Fada Verde, senhora dos boêmios, água esmeralda vivificante.
Um gole e esqueço tudo o que sinto. Dois goles, os símbolos pressinto.
Três goles,Fada Verde,ninfa virgem,minha vida,loucura e morte: Absinto.

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

[+/-]

Pensão da Solidão 6 - O refeitório das almas famintas

Pensão da Solidão 6 - O refeitório das almas famintas


Eu e Lúcifer andamos pelos corredores escuros da Solidão,túneis tenebrosos ladeados por estátuas humanas vivas, onde um bêbado caído servia como capacho, um casal copulava como porcos selvagens e outras infrações e atentados a moral e bons costumes eram despreocupadamente perpetrados.
--Eu sei o que você é - disse Lúcifer, apontando a Carabina para o meu rosto - você é um pedófilo.
Suspitei aliviado, por um instante causara-me a impressão de que descobrira que eu era jornalista.
-- Sim, eu comercializava fotos de crianças nuas pela internet.- expliquei-lhe,obviamente mas não evidentemente mentindo.
--E rendia bem?- questionou demonstrando inrteresse comercial e desprezo pela vida humana
--Rendia,até que a polícia me pegou.- respondi em tom tristonho.
--Esses caras são foda, em vez de pegar os políticos e magnatas que fazem suruba com meninas virgens vendidas pelos próprios pais em cidades de interior ficam pegando no pé de comerciantes honestos.- retrucou o policial.
Quase cheguei a ficar chocado, mas a confusão superava o choque.Para Lúcifer quem comercializa pedofilia é honesto e os próprios colegas policiais a serviço dos poderosos praticantes de pedofilia são desonestos.
-- Sabe quanto custa um cabacinho de doze anos?-perguntou-me.
-- A última vez que vi, 10 paus.- disse-lhe,abrindo um sorriso.
-- Tá mesmo desatualizado,no interior pode ser, na capital as mães vendem por 50 paus, se a menina for bonita chega a 100.Absurdo, os preços estão pela hora da morte.- afirmou num tom preocupado.
O sangue me subia à cabeça, estava com vontade de estourar os miolos do soldado grandalhão como ele fizera com o drogado.

Vi pequenos papéis amarelados pregados em algumas portas, que traziam estranhos poemas sobre drogas:

Heroína, primamenina da morfina, alegria que se aspira pelas narinas. Do triângulo dourado para o mundo, ela é
assim:sono, sono...Heroína.Para rir à toa, para dormir em pé, para se exilar deste mundo. Para esquecer a dor, nada melhor do que dormir. Assim diziam os sábios do oriente: o melhor é não agir, e tudo se resolve por si.Heroína.De tanto dormir, um dia não se acorda mais aqui.Heroína. Como pode ter esse nome se é tão vilã?

A senhora da noite cocaína, mãe branca de todas as esquinas.Cocaína. Motivo sórdido de rompimentos e reates, motor potente das almas descrentes neste mundo sem motivo de ser, dessas razões irracionais dos jovens hormônios que rasgam a cidade à pé e em coletivos.Cocaína. Da pobreza que sobe os morros, da opulência que se esconde nos barracos a neve é o impulso; da mãe descuidada e do pai austero, o pó é a liberdade para o rebelde; das pressões no banco solitário na escola, às frustrações de um coração partido , ela é a fuga ideal para o frustrado; para aumentar libido, ou para cavalgar sem sela noite adentro, bem-vinda a branca menina companheira dos boêmios.Cocaína. Se não sabes o que fazer com um tubo de caneta, uma colher e um isqueiro, freebase!Cocaína. Ela equilibra o Bem e o Mal , os ricos e os pobres, os brancos e os negros quando corre no sangue das veias das cidades. Cocaína. A nuvem branca que anestesia e estimula tem mil caminhos para chegar às nossas almas.Cocaína. Pena que deixe um rastro de morte por onde passa...

Havia também poemas falando da maconha, do ecstasy, do skank,da morfina e do álcool.Após ler vários poemas decidi perguntar a Lúcifer do que se tratava mas fui interrompido.

--Olha, escuta bem, uma vez só.Aqui não pode estuprar ninguém, nunca e nem matar sem a minha autorização. O que quebrar e danificar, paga.X-9 morre, cagueta morre cedo,vagabundo e inadimplente vai pra rua. Drogado nos corredores, causou problema, sentença de morte instantânea.Se você se desentender com alguém, vai pra arena - que depois você vai conhecer.Transar é normal, mas se for gay não pode ser nos corredores, porque a Solidão não gosta.Se quiser pegar menina de menor, normal,mas não exagera.Nego muito sujo ou fedido leva banho de produto químico e depois é lavado com mangueira de incêndio.Entendeu?
--Sim - respondi tentando esconder o medo.
--Ótimo, já vi que vamos nos entender bem -garantiu Lúcifer e se aproximou de mim, quase colando a boina no meu rosto -diz aí, não tem uns vídinhos da hora com menina de menor?
Ignorei a pergunta e continuei sendo empurrado até um salão que parecia uma mistura de campo de concentração com abatedouro de cavalos onde um bando de homens-porcos comiam uma lavagem insalubre feita por um enorme cozinheiro negro e gordo, com um avental que deveria datar da época das Cruzadas.
Aquele lugar,uma mistura de refeitório de presidío e restaurante de albergue para mendigos era simplesmente chamado de restaurante.
Lúcifer me levou até uma mesa, onde um negro musculoso com cara de figurante de filme amaricano de presidiário me olhava com cara de assassino serial cruel de filme do tipo thriller de suspense americano classe Z.Resumindo,eu fiquei com medo dele me matar com aquele olhar mais fulminante do que um tiro da carabina do Lúcifer.Ainda era tempo de sair ainda era possível fugir, mas pensando bem, para onde?À esquerda estava a favela,à direita, o bairro dos magnatas-burgueses-oligárquicos,etc,etc, e qualquer um dos dois lugares seria perigoso demais para um homem no meu estado atual.Resolvi me socializar, porque se perdesse o meu emprego no jornal acabaria num lugar pior do que a Pensão da Solidão.Pensando bem, impossível parar num lugar pior do que a Pensão.
Sentei diante do negro, enquanto via Lúcifer ir embora gingando e girando sua carabina suja de sangue.O negão ficou parado ali, apenas me olhando com um olhar petrificante e petrificado:afinal, o cara não piscava?Estava me olhando tão fixamente e eu, tão amedrontado, que, confesso, escapou-me uma gota de urina.Tentei amenizar o clima.
--Belo dia, não...qual é o seu nome mesmo?
Sem resposta, apenas um olhar fulminante.Me senti uma menina virgem iraquina prestes a ser estuprada por um bando de soldados americanos mascarados.
--Nossa, a mobília daqui tá meio velha, não?
Os seus olhos pareciam pérolas negras, não.Pareciam olhos de tubarão prestes a me devorar.Eu era uma sardinha.Uma sardinha amedrontada.
--O rango daqui é diet, não é?Tipo, você não come ele, porque não dá mesmo pra comer, daí emagrece.
Nada, apenas o olhar e eu já estava começando a tremer de medo.Estava me sentindo como um menino pego se masturbando pela mãe.Pior, uma menina flagrada pelo próprio pai transando com o vizinho muito mais velho.
De repente, eu ouvi:
--Chegou a hora!- era uma voz de mulher, com um leve sotaque espanhol.
E eu gritei de susto, como uma criança.
-- Aaaaaah, puta que pariu!
Ao meu lado estavam Solidão, Brendaine,o Professor Ataliba e um bicho-grilo que parecia um refugo do Festival de Woodstock.Estivera eu tão absorto no olhar hipnótico do boxeador negro que não percebera a aproximação de um pequeno grupo de pessoas!
--Fada verde! - disse o negão com uma voz de trovão.Foi a primeira vez na vida que me borrei nas calças. Mas foi um pouquinho só.
Ele se levantou e foi-se, mergulhando na escuridão de um dos muitos corredores da Mansão da Solidão.Mais tarde diriam-me o seu nome:Pedro.Pedro Pedra Preta.

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

[+/-]

Pensão da Solidão 5 - Corredores escuros

Pensão da Solidão 5 - Corredores escuros



Cróton selvagem, tinhorão lascivo, Planta mortal, carnívora, sangrenta, De tua carne báquica rebenta A vermelha explosão de um sangue vivo .

Cruz e Souza


"Um homem deve decidir livremente entre casar ou ficar solteiro; afinal, vai terminar se arrependendo do mesmo jeito".
Sócrates


Solteiro

Vem do latim solitarius, "só", que também produziu o nosso solitário. Hoje, os dicionários definem o termo como "aquele ou aquela que ainda não casou". O grande dicionarista padre Bluteau (séc. 18), escreveu que solteiro(a) é "a mulher e o homem que não são casados, e, como tais, vivem soltos e livres do jugo do matrimônio".






Simbolismo

Movimento francês que se desenvolve nas artes plásticas, na literatura e no teatro no fim do século XIX com o nome decadentismo, logo substituído por simbolismo em manifesto datado de 1886.Rejeita a abordagem da realidade e a valorização do social feitas pelo realismo e pelo naturalismo sendo caracterizado por subjetivismo, individualismo,irracionalismo e misticismo com temas religiosos e mágicos.Tal foi a influencia do Simbolismo que o Saudosismo, um movimento nacionalista português, poético e filosófico,foi influenciado pelo movimento. O poeta francês Charles Baudelaire é considerado precursor do simbolismo por sua obra As Flores do Mal, de 1857.Os Artistas plásticos simbolistas sustentavam que a arte deve ser uma síntese entre a percepção dos sentidos e a reflexão intelectual. Buscando revelar o outro lado da mera aparência do real, em certas obras enfatizam a pureza e a espiritualidade ; em outras, a perversão e a maldade . Paul Gauguin, Gustav Klimt, Edvard Munch foram simbolistas.A literatura simbolista manifesta-se na poesia, com versos que exploram a sonoridade e a musicalidade valendo-se de símbolos para sugerir objetos, por exemplo, a cruz para falar de sofrimento, rejeitando as formas rígidas do parnasianismo e divergindo do romantismo pela expressão da subjetividade ausente de sentimentalismo.Paul Verlaine, Arthur Rimbaud e Stéphane Mallarmé são expoentes franceses do simbolismo. Em Portugal, entre outros, Antônio Nobre, autor de Só, e Camilo Pessanha , autor de Clépsidra.No teatro fica clara a rejeição da vida real, no palco os personagens não são humanos, constituindo-se a personificação simbólica de idéias e sentimentos. O som, a luz, a cor e o movimento são caracteristicas impressionistas presentes nas encenações merecendo destaque Henrik Ibsen, autor da peça A Casa de Bonecas.O simbolismo brasileiro tem como primeiras obras literárias Missal e Broquéis, 1863, de Cruz e Souza. Outro representante do movimento é Alphonsus de Guimaraens.Palavras e personagens possuem significados e formas simbólicas como na peça A Comédia do Coração onde o dramaturgo brasileiro Paulo Magalhães põe no palco personagens simbólicos, como Dor, Paixão e Ciúme. Assim,A Pensão da Solidão poderia perfeitamente ser uma obra do simbolismo.


Absinto

Os simbolistas franceses viviam num mundo boêmio, semi-marginal e repleto de delírios e vertigens oferecidas pelo absinto, a bebida esmeralda - e também outras drogas -, com a qual os artistas e
intelectuais simbolistas adoravam inebriar-se.







Uma enfermeira limpava o sangue do meu rosto, retirando cuidadosamente os restos repugnantes de massa encefálica da minha face.Por um instante, vendo aquela cruz vermelha, achei que estivesse num hospital. Engraçado nunca aceitei bem essa história de cruz vermelha simbolizar hospital, se bem que talvez a Ordem dos Hospitalários tivesse como símbolo a cruz, mas se os Hospitalários se relacionam com hospitais ou não, realmente não sei, porque nunca pesquisei nada a respeito, mas seria o mesmo que acreditar por mera semelhança de nomes quie o pai da medicina Hipócrates seja o criador da hipocrisia, e também de hipogrifos; se bem que no que diz respeito a atuação moral e ética de certos médicos o juramento de Hipócrates possa ser na prática e exercício da profissão uma hipocrisia.Estar diante de uma enfermeira me lembrou de um ditado cruel de certos estudantes de medicina, de que o enfermeiro é o médico que não passou no vestibular para medicina - cruel e injusto - apesar de ser exatamente o caso da moça que cuidava de mim.O meu quarto era uma suíte infecta, tomada por um odor pútrido e infestada de pernilongos e baratas.A cama era uma lamentável cama de campanha, que pelo menos me deixava afastado do chão pegajoso , de tábuas húmidas apodrecidas onde cresciam cogumelos venenosos e transitavam tatus-bola desatarefados.
O nome do anjo era Brendaine,a primeira alma que eu conheci na Pensão, e a sua história como a dos demais sentenciados a morar na Pensão da Solidão justificava o seu estado atual.A moça de belo e estranho nome fôra condenada a solidão por abusar dos pais, namorados, professores e patrões.Brendaine era caprichosa, e apesar de ser uma bela morena de olhos verdes, comia compulsivamente e foi paulatinamente destruindo o corpo e, simultaneamente, fazendo o mesmo com a sua vida.Por este motivo, hostentava farta barriga, tinha os seios flácidos, cheios de estrias e caídos: por alguma razão ,apesar de viver em hospitais, não realizara cirurgia plástica para corrigir as orelhas de abano; e os dentes da frente, ligeiramente encavalados, poderiam ser corrigidos na infância, com o uso de aparelhos, creio.O resultado na aparência, apesar da sua beleza natural e descuidada,era de um roedor- e, talvez, por esta razão, enquanto olhava para o seu rosto, perguntei:
--Tem ratos aqui?
--Não, moço - respondeu ela, com uma voz estramente infantil, desafinada - aqui só se viu um rato em mais de dez anos.
Bem, dos males o menor. Um rato em dez anos não é uma estatística ruim, para um lugar que parece um matadouro de gente.Mas a minha conversa com Brendaine teria que ser interrompida, porque entrava no quarto o Cabo Lúcio Ferreira, conhecido como Lúcifer.
--Vem comigo, novato - disse ele em tom autoritário, enquanto eu me esforçava para não me borrar todo - eu vou te ensinar as regras da Pensão.
E eu segui Lúcifer pelos corredores escuros da Solidão.



Domingo, Fevereiro 20, 2005

[+/-]

Pensao da Solidao 4 - Suite solitaria

Pensão da Solidão 4 - Suíte Solitária

Saudosismo é um movimento nacionalista português, poético e filosófico, de caráter simbolista (início do séc.XX); suposto sistema filosófico, baseado na saudade; fidelidade a idéias e costumes que já não existem. Do saudosismo nasce o saudosista, que é quem sente o saudosismo.

Saudação é um ato ou efeito de saudar; cumprimentos; felicitações; homenagem de respeito e admiração. No entanto esta palavra vem de saudar, ou seja, desejar saúde a alguém; cumprimentar; felicitar; aclamar; louvar; sentir júbilo à vista de.


Exilado - pessoa que foi resgatada de uma ilha deserta.


A solidão do presidiário consiste em estar só cercado por maus-elementos.
Para os eremitas, a solidão é uma opção.
A solidão da viúva é negra.
A solitária é só até no nome.
O náufrago fica sozinho por acidente.
Entre todas as formas de solidão, pior é estar só em meio à multidão.

Pedro Pedra Preta



Silêncio!
Cronos não pára.
Hermes traz uma mensagem:
Themis está enfurecida, sua lei foi desrespeitada.
Afrodite, usada por negra magia enfeitiçada.
Volúpia desperta do seu sono e repouso.
Os dons de Dionísio foram usurpados.
A chama de Vesta, apagada de um coração ferido.
E as Erínias enfurecidas clamam por vingança.

Nêmesis



As paredes da Pensão da Solidão são descascadas e carcomidas, mostrando quatro ou mais pinturas sobrepostas,tomadas pelo mofo e repletas de rachaduras.As janelas têm os vidros trincados e cobertos de pó.O chão é encardido e com sujeira incrustada, em alguns pontos gruda tanto que nos sentimos moscas presas num papel papa-moscas.
Os móveis, quebrados, ou toscamente reparados com improvisos mal-feitos.As portas rangem sinistramente e o encanamento de ferro é antigo e tine como se dotado de vida.
E se não bastasse esse cenário, os atores são sombras de seres humanos, uma enciclopédia viva de tudo de ruim na humanidade.Mas o pior na Pensão não é nem o imóvel em si ou as pessoas.O pior na pensão é o horror negro que anda sobre quatro patas e levou parte de mim.
Brendaine ainda limpava o sangue da cabeça do desgraçado que o Cabo Lúcio Ferreira, vulgo Lúcifer, havia explodido na minha cara.Eu estava em estado de choque, por sorte aquele ser patético era uma enfermeira.A suíte para a qual me levaram, esta aqui,com certeza fôra uma cela.Ainda era possível ver as grades cerradas na janela e marcas de unhas em baixo relevo, visíveis sob a tosca camada de pintura.Bem, naquele dia nada mais importava, porque eu só conseguia pensar que havia engolido miolo humano.Sim, de cara a pensão me fizera quebrar um tabu da humanidade.Eu era a partir daquele momento um antropófago ou, se preferir, um canibal.
Quase eu não ouvi o professor Ataliba dizer:
--Não pense que foi o primeiro a comer carne humana, meu amigo.Certamente também não será o último.E, afinal, quem não sorveu o maravilhoso e nutritivo leite materno?