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Pensão da Solidão 14 - Os Caça-Ratos

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Pensão da Solidão 14 - Os Caça-Ratos

Pete,Pete,Peeeeete!

Geléia - Os Caça-Fantasmas


Durante o grande quebra-pau ao final da luta, algo de muito estranho começou a acontecer.Algumas pessoas caíam sem que eu,o Pedro, o Frescalhão Joselino ou o Maciste déssemos porrada.As pessoas estavam caindo de maduras, ou melhor de podres mesmo.Elas tinham manchas pretas, tipo nódulos.Demorou um pouco para que percebêssemos que havia algo errado, algo de muito errado na Pensão da Solidão.Tratava-se de um surto do pior carrasco natural da história da humanidade.Esqueça de guerras, terremotos e maremotos.Estou falando da peste.A peste negra.O flagelo da raça humana.

Reunimos-nos em um quarto com paredes de azulejos brancos.Estávamos ali eu,Joselino,Pedro Pedra Preta,o professor Ataliba, Maciste e é claro Satanás.Sem mencionar o Gato Que Ri , que tornara-se meu fiel companheiro, apesar de nunca permitir que eu o tocasse.Subitamente entrou na sala a misteriosa Ingrid, trazendo um grande recipiente, semelhante a um cântaro de vidro, do tamanho de uma garrafa de vinho sangue de boi.Ela tirou a rolha da garrafa e um cheiro de óleo de rosas preencheu o recinto.O mesmo óleo no qual o filho da desgraçada da Brendaine estava embebido,óleo de rosas.
--Tirem a roupa e passem isso no corpo- disse Ingrid, distribuindo pequenas toalhas de mão.
Joselino e o Maciste até que gostaram da idéia , gays que eram, de se lambusarem de óleo.
--Ai, que cheiro delicioso de rosas - exclamava Joselino olhando para nossos corpos.
--Sai pra lá, baitola - eu tentava evitar transformar a situação em algo mais constrangedor do que já era, quando me dei conta de que Ingrid ainda estava ali, parecendo uma viúva negra, observando um bando de homens nus.
Ela se aproximou de mim, olhando fixamente para o meu corpo.Parou do meu lado e disse:
--Andou malhando, gato - e por falar em gato, o Gato Que Ri saiu espirrando da sala, não suportou o cheiro, ou talvez a visão de seis monstros nus .
Ingrid deu uma pegada de leve no meu pênis e me olhou nos olhos, perguntando:
--Acha que dá conta de mim, Arqui?
--Claro, quando?
--Hoje à noite, depois da detetização.
Depois do que?Parecia mais um pesadelo naquela mansão dos pesadelos.Mas era a verdade.Saímos daquela sala vestidos como verdadeiros caça-fantasmas com enormes bombas de veneno nas costas, as bombas se pareciam com aspiradores de pó, inclusive tinham um cano igualzinho.Usávamos macacões impermeáveis, botas de montanhismo e equipamento completo de espeleologia, inclusive capacetes com lanternas.Eu me sentia ridículo, e o fato de Ingrid sair da sala chorando de rir confirmou o fato.
Satanás distribuiu carabinas 12 para todos, caso encontrássemos novamente com o rato amaldiçoado dos quintos dos infernos. Colocamos as armas em coldres de couro nas costas, sentido o peso dos uniformes e do equipamento.
E tudo aquilo não era o pior.O pior era ter que voltar ao porão




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