Areias ao Vento
Sobretudo sobre o nada da existência arte,filosofia,e ciência; sobre tudo e sobre nada:do oculto e da sapiência

Eu poético

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Transpiro literatura e arte.
Inspiro o hálito das coisas, idéia e forma.
Expiro ritmo e melodia, rima e métrica, imagem e ação.
Respiro música e pintura.

As palavras para mim são tão palpáveis quanto grãos de areia,
escoam entre os dedos,molhando-as construo castelo de areia.

Porque sou o sinônimo do que você quer.
Porque sou o antônimo do que você parece.
Porque sou mais do que seu pseudônimo.
Porque sou seu homônimo.

Repito os mesmos temas, mil vezes se quiser.
O meu talento é tamanho que diferentes textos
serão brilhantes e semelhantes, numerosos,
grandiosos como as estrelas do firmamento.

Desconheço os limites de gênero,número
e grau. Subo os degraus da evolução.
Involuo,desço os degraus até a imersão.
Faço você se setir homem, anjo,mulher.
Mas eu não sou você.

Faço com que escreva sobre dragões,
gatos pretos, lobos e grandes ursos.
Acordo-te no meio da noite no meio do dia,
no meio das pernas de uma qualquer.

Através das nossas palavras desenhos
e harmonia se formam, o tempo deforma,
e os desinformados se informam.

Os cordames da nau que singra
o continuum do espaço e tempo
esticam-se através das palavras

A viúva, o assassino e o defunto
se consolam através dos verbos.
E todos tocam os substantivos.

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