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Matrix Reloaded e a pretenciosa desvairada


ou Ana Maria é uma Bahiana



Antes de começar: se quiserem me processar, fodam-se!

A pecaminosa, desleixada e desvairada que tem uma coluna sobre cinema ou coisas afins Ana Maria Bahiana se expôs ao ridículo ao comentar o filme Matrix Reloaded em 12/05/2003 , isto é, dez dias antes da estréia antecipada aqui no Brasil.

Primeiro, se mostrou pecaminosa ao desdenhar do raro privilégio de ter assistido com esta antecedência o filme mais esperado produzido pelo país que destrói países.

Segundo, foi desleixada ao dedicar, talvez apenas ums 10% do texto em analisar aspectos técnicos e estéticos do filme. No restante da crítica, limitou-se somente a fazer isto: criticar, sem mostrar a que veio. Presumiria-se que ela devesse deter um certo conhecimento cinematográfico solidamente embasado para expor sua opinião num espaço de tamanho destaque, mas não se viu isto e sim:

Terceiro, uma desvairada "moça" metralhando uma saraivada de termos pseudo-intelectuais como:

"discurso pseudofilosófico, desfechado em tons monocórdios, em geral como solilóquio(...)

Parece-me que ela deve ter assistido ao filme em plena TPM, brigada com o seu parceiro, a sala devia estar muito gelada e, talvez, tenha quebrado uma obturação com um biruá da picoca murcha e zoada do pipoqueiro nojento da porta do cinema.

A resposta para você, fofa, é esta:

1. Todos sabem que Matrix é uma colcha de retalhos bem - costurada baseada na obra de William Gibson, Neuromancer, criador do gênero cyberpunk, somada aos quadrinhos, a elementos góticos, literários, efeitos especiais, ação, etc. A estética e a linguagem são dos quadrinhos, sim, e os irmãos obviamente beberam desta fonte enquanto profissionais da área. Aliás, você bem reparou que a estética quadrinística é sucesso absoluto de bilheteria, não só para quadrinófilos fanáticos como eu.

2. A obra é filosófica, ontológica e existencialista, sim. Goste você ou não, meu bem. A obrigação que os irmãos Wachowsky tinham após as discussões filosóficas e científicas acerca do filme 1 foi cumprida com êxito no 2, se eles utilizaram longas cenas de discussões e questionamentos. E se a linguagem parecia de um colegial que recém - descobriu a filosofia, ótimo: creio que você deva ser um pouco mais velha do que este público - alvo. Talvez , por isso, não tenha gostado: o filme não foi feito para você. Foi feito para nós...uhuhuh!!! Agora os garotos poderão fazer o seu trabalho de filosofia e se divertir muito mais, enquanto você amarga a bile negra da cólera de não mais poder assistir um filme retrô como deseja.Viva o novo, viva o Neo!

3. Se você conhece até o DNA da equipe técnica e não se agrada da biografia deles, tudo bem. Aliás, é obrigação sua saber disso. Agora, se no passado eles foram ruins, Matrix os redime de tudo. Mas...quem ou o quê vai redimir você?

4. Cinema é diversão como sexo casual: é um flerte com o perigo. Corre-se o risco de perder o tempo com o que não se deve, com algo fútil e superficial. Cada filme se dispõe a algo. O Senhor dos Anéis, para fãs da obra desde a literatura, como eu, seria genial mesmo que os críticos não o aclamassem como um filme grandioso. Melhor que o tenham aclamado, então. Em outras palavras: Matrix vale ser assistido porque inova, porque gastou muito capital americano( que custou muito sofrimento dos explorados, nós)e as únicas pessoas gabaritadas a avaliar o Reloaded são os fãs do primeiro. Porque cabe aqui, apenas, saber se fez jus ao Matrix 1, e não se agradou ou não a uma megera.

Bem, sem me prolongar, creio que é isso. Fico feliz que você tenha gostado de X-Men 2, como eu.Como x-pert (desculpem o trocadilho), nos X-Men 2 fiquei muito contente em ver ali um trabalho digno das HQs que tenho desde o número 1( qual foi o seu critério para avaliar o filme, mesmo?).Responda rápido: qual é o nome e nacionalidade do Wolverine? Se não sabe, o seu critério de avaliação para ter gostado de X-Men 2 também está furado. Sinto.

Para encerrar, quero o seu emprego. Entre os dez últimos filmes, nos dois últimos anos, percebi que eu tinha e tenho mais cabedal ou referencial que um crítico farsante como você, Ana. Está aqui a minha coleção de quadrinhos, livros de Ficção Científica e Fantasia que não me deixam mentir. E o detalhe: sou capaz de escrever um texto melhor e mais interessante do que o seu, sem me vender.

P.S.: se você não chegar a ler esse texto, não é porque não foi informada sobre a sua existência: é porque não teve competência para chegar a ele e, portanto entende menos de internet do que eu - que, no seu lugar, saberia da existência de um texto se refrindo a mim. A internet é a Matrix e você está adormecida sem possibilidade de despertar!!

I took the red pill, bitch!


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