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Epidemia Pneumonia asiática

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Pneumonia asiática




Em 12 de março de 2003 a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um Alerta Global sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome), uma pneumonia atípica de causa então desconhecida. Em 16 de março o Cives divulgou duas páginas sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave, uma destinada ao público e a outra aos profissionais e estudantes da área da saúde, ambas com atualizações diárias.


O que é ?



Pneumonia asiáticaÉ uma nova doença respiratória, de causa ainda não-confirmada, surgida em países da Ásia. Ela também é conhecida como pneumonia atípica, como Sars, sigla para severe acute respiratory syndrome, ou SRAG, sigla para síndrome respiratória aguda grave.A pneumonia asiática é uma doença que apresenta sintomas parecidos com uma gripe: febre alta (acima de 38ºC), calafrios, dores musculares e tosse seca. O quadro evolui para dificuldade na respiração.
A epidemia da síndrome respiratória severa e aguda (Sars, na sigla em inglês) surgiu na Ásia e se espalhou para outros países.


Origem


A pneumonia asiática foi detectada pela primeira vez em seres humanos no fim de 2002. A primeira região afetada pela epidemia foi a província de Guangdong, no sul da China. Os médicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) acreditam que o vírus que causa a doença é uma variação do corona, que provoca a gripe comum. A nova doença foi reconhecida pela OMS em fevereiro de 2003. Ela pode estar relacionada com um estado de depressão global causado pelos ataques americanos e ingleses ao Golfo Pérsico e demais guerras e crises globais, como ocorreu durante as Grandes Guerras, que tiveram a epidemia da Influenza.


Transmitissão



A transmissão é feita por contato pessoal, mas ainda há dúvidas sobre suas circunstâncias - não se sabe, por exemplo, como funciona a transmissão pelo ar ou outros meios. A única forma confirmada de contágio até agora é o contato com algum tipo de secreção respiratória de pacientes da doença.

A pneumonia asiática não está relacionada a algum ato de terrorismo , de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa possibilidade já foi descartada de forma definitiva. Essa nova doença tem origem natural, e sua epidemia não pode ter sido provocada de forma intencional pelo homem.


Sintomas



De acordo com a definição da OMS, a pneumonia asiática pode se manifestar através de febre (com temperatura superior a 38 graus), dor de cabeça, mal estar e dores no corpo. Depois de um período de dois a sete dias, os pacientes da doença podem apresentar uma tosse seca e dificuldades para respirar. No entanto, a OMS alerta: são considerados casos suspeitos de pneumonia asiática apenas aqueles em que a pessoa viajou para uma das áreas afetadas ou teve contato íntimo com um paciente da doença até dez dias antes dos primeiros sintomas. Com exceção desses dois casos, os sintomas da pneumonia asiática podem ser confundidos com os de doenças como a gripe e a pneumonia comum.


Pneumonia asiática


Gravidade



Ainda não se sabe qual é o grau de ameaça representado
pela nova epidemia . Alguns especialistas dizem que a pneumonia asiática pode ser controlada de forma eficaz, e talvez até erradicada. Para outros, provocar o fim da epidemia não é impossível, mas a tarefa será bastante difícil e pode jamais resultar numa erradicação total. Os mais pessimistas, porém, acreditam ser possível até que a doença tenha um impacto similar à epidemia de gripe de 1918, que matou 50 milhões de pessoas no mundo, ou à atual epidemia de global Aids. Isso pode ocorrer principalmente se a doença se estabelecer em países pobres, com sistemas de saúde frágeis.

Segundo informações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a maior proporção dos casos foi registrada em adultos (25 a 70 anos). O período de incubação pode variar de dois e dez dias.Ainda de acordo com a Anvisa, uma "significativa" melhora dos sintomas ocorre a partir do sexto dia para 80% ou 90% dos casos. O quadro clínico do restante dos pacientes se agrava, progredindo para insuficiência respiratória aguda, exigindo entubação e ventilação mecânica. Nos casos mais graves, a morte. Porém, o índice de mortalidade da pneumonia asiática ainda é considerado baixo: entre 4% e 6% são vitimados pela doença. Os outros se recuperam dentro de alguns dias, e não sofrem seqüelas. Em 80% a 90% dos casos há significativa melhora a partir do sexto dia. Em 10% a 20% dos casos, os pacientes evoluem para um quadro clínico mais grave, que progride para insuficiência respiratória aguda, exigindo entubação e ventilação mecânica.
Ainda não há nenhum tratamento com eficácia garantida contra a pneumonia asiática.

Os tratamentos com antibióticos e drogas antivirais comuns vêm apresentando resultados incertos - em alguns dos pacientes, os remédios parecem funcionar bem; em outros, porém, eles não resolvem o problema. Os médicos da OMS estão trabalhando em parceria com equipes de pesquisa do mundo todo na busca por uma vacina. No entanto, o possível caráter mutante do novo vírus pode atrasar bastante a tarefa

Transmissão



Em média, o tempo em que a doença se manifesta nas pessoas infectadas, o período de incubação (tempo decorrido entre o contágio e o desenvolvimento dos sintomas) é de dois a sete dias, mas pode chegar a dez dias.


Grupo de risco



Até agora, quem está sob maior risco de contágio são apenas os moradores dos países afetados e pessoas que viajaram para esses países.Os casos mais numerosos de contaminados são de adultos com idades entre 25 e 70 anos, em especial parentes de pacientes e pessoas que mantiveram contato íntimo com os doentes. Os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, também estão sob risco. A doença é mais letal em vítimas com mais de 40 anos.


Tratamento



A causa da pneumonia atípica ainda não foi identificada. Alguns exames laboratoriais em pacientes do Canadá, China e Estados Unidos detectaram a presença de vírus das famílias Paramyxoviridae e Coronaviridae, além de M. pneumoniae, segundo o Ministério da Saúde.

Outras hipóteses também são levadas em conta, como de ser algum vírus que cause infecção em animais e que tenha cruzado a barreira das espécies para infectar humanos ou de ser algum vírus que cause infecção em humanos e que tenha sofrido processo de mutação.

De acordo com a Anvisa, diversas terapias com antibióticos têm sido tentadas até o momento, com pouco efeito evidente.

A terapia mais apropriada, atualmente, são as medidas de suporte geral do paciente, assegurando a hidratação e o tratamento de infecções subsequentes. O paciente deve ser isolado.


Conduta



Em caso de suspeita da doença, a pessoa que apresentar os sintomas suspeitos deve procurar atendimento médico. A Vigilância Epidemiológica das secretarias Municipal e Estadual de Saúde devem ser comunicadas.As pessoas que apresentarem os sintomas da pneumonia asiática devem procurar os hospitais com estrutura para tratar doenças infecto-contagiosas. Há ao menos um em cada estado brasileiro(o endereço www.funasa.gov.br/epi/sars/hospitais_sars.htm tem a lista completa)). Os casos suspeitos podem ser notificados pelos médicos ou por autoridades de saúde à Funasa. Os telefones: (61) 314-6533 ou (61) 314-6553, de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 18 horas; (61) 9987-3709, em outros horários e nos finais de semana. Mas atenção: o contato com as autoridades federais deve ser feito pelos profissionais da saúde, e não por pessoas que suspeitam estar doentes

Se for detectado caso suspeito durante vôo internacional de aeronaves procedentes de áreas afetadas, ele deve ser notificado às autoridades sanitárias da Anvisa em exercício no aeroporto. Além disso, a aeronave deverá ser estacionada em área remota e aguardar a presença da autoridade sanitária da Anvisa para autorização de desembarque dos passageiros.Se as pessoas que estiveram num dos países com casos confirmados tiverem sintomas num período de até dez dias depois do retorno para casa, é preciso procurar um hospital imediatamente e informar os médicos sobre a viagem
A Organização Mundial da Saúde desaconselha todas as viagens não-indispensáveis aos países mais afetados, como China, Hong Kong e Cingapura.

A Anvisa afirma que passageiros que tiveram contatos direto com o caso suspeito e aqueles que se sentaram próximos ao paciente deverão ficar em regime de quarentena domiciliar por dez dias a partir da data do desembarque.

Em caso de viagens marítimas internacionais, o procedimento é parecido. Todos os passageiros e a tripulação, porém, serão considerados contatos íntimos e só poderão ser liberados para desembarque após autorização da autoridade sanitária da Anvisa em exercício no porto, por um período máximo de dez dias após a data de início de sintomas do caso suspeito. Durante o período, a embarcação ficará fundeada e deverá ser garantida a avaliação e assistência sistemática da saúde dos passageiros e tripulação.

Prevenção



O ministro da Saúde, Humberto Costa, disse nesta quarta-feira que o Brasil já adotou todas as providências recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para evitar uma epidemia da Sars no país.

Aeroportos e portos estão orientados para identificar possíveis vítimas. Além disso, o governo colocou em alerta as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, que deverão isolar os pacientes supostamente contaminados e providenciar a biossegurança dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento.

Para evitar a transmissão da doença os pacientes devem ser colocados em quarentena, isolados em unidades hospitalares preparadas para o tratamento e com funcionários equipados de máscaras e outros equipamentos. Medidas desesperadas e alarmistas como a da China, de dizimar toda a população de animais de estimação do país, apenas agravam o problema.

Acredita-se que a doença não pode ser transmitida antes do
surgimento dos sintomas . Os médicos dizem que os pacientes que ainda não apresentam sintomas da pneumonia asiática mas já têm o vírus não contaminam os outros. Isso facilita o combate, já que basta isolar o paciente logo no início dos sintomas para evitar que ele contagie outras pessoas. Sabe-se que raios-x de aeroportos podem facilmente detectar manchas nos pulmões, sinal da doença.

Países afetados



Alemanha , Austrália, África do Sul, Brasil* , Bulgária , Canadá, China,China (Hong Kong),China (Macau), Colombia , Coréia do Sul , Espanha ,Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Inglaterra, Irlanda (República),Itália, Kuwait, Malásia, Mongólia, Nova Zelândia, Polonia,Romênia , Singapura , Suécia , Suíça ,Tailândia,Taiwan, Vietnã.

*O Brasil

não foi por enquanto afetado pela epidemia . O Brasil ainda não tem nenhum caso confirmado de pneumonia asiática. O país poderá permanecer protegido da epidemia se adotar medidas eficazes de prevenção em portos, aeroportos e fronteiras. Até abril de 2003, dezoito casos suspeitos de pneumonia asiática foram registrados em nove estados do país. Apenas três deles se encaixam no conjunto de definições da OMS para os pacientes da doença, mas nenhum foi confirmado oficialmente. Teme-se que a penumonia asiática faça aqui o mesmo estrago humano que a AIDS conseguiu produzir.

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