Areias ao Vento
Sobretudo sobre o nada da existência arte,filosofia,e ciência; sobre tudo e sobre nada:do oculto e da sapiência
Vamos brincar um pouco de copy & paste, apesar de eu não gostar muito disso, enquanto pesquiso a respeito das profecias de Nostradamus sobre a Terceira Guerra (que se inciaria de eventos relacionados com o Iraque desde os ataques de 1991) e sobre a Teoria da Conspiração acerca de Bush...então que tal este texto mostrando os...

Laços de família




Prescott Bush integrava, em 1918, a Associação Estudantil Skull & Bones (Crânio e Osso). Desafiado pelos colegas, invadiu um cemitério apache e roubou o escalpo do lendário cacique Jerônimo.


Deflagrada a 2.ª Guerra Mundial, Prescott Bush, sócio de uma companhia de petróleo do Texas, recebeu punição do governo dos Estados Unidos por negociar combustível com a empresa nazista Luftwaffe. O tribunal admitiu que ele violara o Trading with Enemy Act.

Esperto, após a guerra, Prescott aproximou-se dos homens do poder, de modo a usufruir de imunidade e impunidade. Tornou-se íntimo dos irmãos Allen e John Foster Dulles este último (comandava a CIA por ocasião do assassinato de John Kennedy, em 1963) convenceu o velho Bush a fazer um gesto magnânimo e devolver aos apaches o escalpo de Jerônimo. Bush atendeu-o, mas não tardou para que os indígenas descobrissem que a relíquia restituída era falsa...


A amizade com Dulles garantiu ao filho mais velho de Prescott, George H. Bush, executivo da indústria petrolífera, o emprego de agente da CIA.


George destacou-se a ponto de, em 1961, coordenar a invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, para derrubar o regime implantado pela guerrilha de Sierra Maestra. Fiel às suas raízes texanas, George batizou as embarcações que conduziram os mercenários até a ilha de Fidel de: Zapata (nome de sua empresa petrolífera), Bárbara (sua mulher) e Houston. A invasão fracassou, 1.500 mercenários foram presos e, mais tarde, liberados em troca de U$10 milhões em alimentos e remédios para crianças (malgrado a derrota, George H. Bush tornou-se diretor da CIA em 1976).


Triste com o mau desempenho de seu primogênito como 007, Prescott Bush consolava-se com o êxito dele nos negócios de petróleo. E aplaudiu a amplitude de visão do filho quando George, em meados dos anos 60, tornou-se amigo de um empreiteiro árabe que viajava com freqüência para o Texas, introduzindo-se aos poucos na sociedade local: Muhammad Bin Laden. Em 1968, ao sobrevoar os poços de petróleo de Bush, Muhammad Bin Laden morreu em acidente aéreo no Texas. Os laços de família, no entanto, estavam criados.


George Bush não pranteou a morte do amigo. Andava mais preocupado com as dificuldades escolares de seu filho George W. Bush, que só obtinha média C. A Guerra do Vietnã acirrou-se e, para evitar que o filho fosse convocado, George tratou de alistá-lo na força aérea da Guarda Nacional. A bebida, entretanto, impediu que o neto de Prescott se tornasse um bom piloto. Papai George incentivou-o, então, a fundar, em meados dos anos 70, sua própria empresa petrolífera, a Arbusto (Bush, em inglês) Energy.


Graças aos contatos internacionais que o pai mantinha desde os tempos da CIA, George filho buscou os investimentos de Khaled Bin Mafouz e Salem Bin Laden, o mais velho dos 52 filhos gerados pelo falecido Muhammad. Mafouz era banqueiro da família real saudita e se casara com uma das irmãs de Salem. Esses vínculos familiares permitiram que Mafouz se tornasse o presidente da Blessed Relief, a ONG árabe na qual trabalhava um dos irmãos de Salem, Osama Bin Laden.


A Arbusto pediu concordata e renasceu com o nome de Bush Exploration e, mais tarde, Spectrum 7. Tais mudanças foram suficientes para impedir que a bancarrota ameaçasse o jovem George W. Bush. Salem Bin Laden, fiel aos laços de família, veio em socorro do amigo, comprando US$ 600 mil em ações da Herken Energy, que assumiu o controle da Spectrum 7. E firmou um contrato de importação de petróleo no valor de US$120 mil anuais. As coisas melhoraram para o neto do velho Prescott, que logo embolsou US$ 1 milhão e obteve um contrato com o emirado de Bahrein, que deixou a Esso morrendo de inveja.


Em dezembro de 1979, George H. Bush viajou para Paris para um encontro entre republicanos e partidários moderados de Khomeini, ocasião em que trataram da libertação dos 64 reféns norte-americanos seqüestrados, em novembro, na Embaixada dos Estados Unidos em Teerã. Buscava-se evitar que o presidente Jimmy Carter se valesse do episódio a ponto de pejudicar as pretensões presidenciais de Ronald Reagan. Papai George fez o percurso até a capital francesa a bordo do jatinho de Salem Bin Laden, que lhe facilitava o contato com o mundo islâmico (em 1988, Salem faleceu, como o pai, em um desastre de avião). Naquele mesmo ano, os soviéticos invadiram o Afeganistão. Papai George, que coordenava operações da CIA, recorreu a Osama, um dos irmãos de Salem, que aceitou infiltrar-se no Afeganistão para, monitorado pela agência de inteligência, fortalecer a resistência afegã contra os invasores comunistas.


Os dados acima são do analista italiano Francesco Piccioni. Mais detalhes no livro "A Fortunate Son: George W. Bush and the Making of an American President", de Steve Hatfield.


Tão sintomática quanto a atual censura consentida à mídia nos Estados Unidos é a omissão na imprensa da história de como a CIA criou o general Noriega, do Panamá; Saddam Hussein, do Iraque; e Osama Bin Laden, do circuito Arábia Saudita-Afeganistão. Agora, o neto de Prescott Bush demonstra sua fidelidade à índole do avô: invade o Afeganistão para obter, ainda que ao custo do sacrifício da população civil, o escalpo de Osama Bin Laden.



FREI BETTO

(obrigado a Hector Lima, o digitador)

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