Areias ao Vento
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Nervos de aço

Figueira errou por acreditar que tinha os nervos de aço.Por isso somente o aço poderá livrá-lo dos grilhões que lhe tolhem.


Noberto Figueira vulgo Norberto Figuera estava no alto do morro. Qual morro não importa, o que importa é que ele estava cercado. Definitivamente cercado. De um lado, a gangue rival, do outro a polícia corrupta. Noberto acabara de levar um tiro no flanco, traição de um lacaio ambiocioso que almejava o seu lugar. Noberto lançou a cabeça do desgraçado em cima de um policial e nocauteou o gambé miserável com a "caxola" do "cagueta" .Enquanto comia om coração do ex-colega, Noberto engendrava uma fuga. Os comparsas, indignados com o horror e 'a beira de um ataque de nervos pelo cerco, pressionavam.Havia apenas um mano fora do cerco, o "cavera", que fora estuprar a esposa de um devedor. Noberto ligou para ele, pediu duas libélulas. Ninguém entendeu nada, aliás nenhum deles sabia o que era uma maldita libélula.
Minutos se passaram. A gangue levava tiro pelas costas e pela frente. Um helicóptero de reportagem se aproximou. Atrás deles, vinham outros dois, por isso ninguém suspeitou...e ninguém entendia porque Noberto sorria quase morrendo.
Quando os helicópteros começaram a disparar rajadas de chumbo e fogo sobre a polícia, e quando eles baixaram e Noberto se jogou para dentro, então tudo fez sentido.
Noberto se foi, voando...a polícia confundiu os rivais com a própria gangue de Figueira e ignorou a fuga, achando se tratar apenas de parte dos criminosos.O irônico é que um dos policiais, o unico a desconfiar da fuga, ao olhar para o alto, recebeu uma gota de sangue no rosto. Mais tarde, este policial seria crucificado.
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