Sexta-feira, Outubro 25, 2002

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Para os que gostam de Rohden e de deixar recados citando -o no pad situado no sopé da minha página:

"O homem espiritual, surdo aos barulhos da turba-multa dos profanos e às teses dos catedráticos, escuta intensamente vozes do grande silêncio que principia além de todos os ruídos estéreis. E o que esse silêncio anônimo lhe sugere é mais sedutor do que tudo o quanto os discursos e os sermões dos sabidos e afamados possam lhe dizer."

excetos do livro Cosmorama

Daí deriva o texto do silêncio? Não. Mas não se trata de coincidência(ela existe?). A minha afinidade com Rohden vem de ambos termos interesse em estudar os três grandes livros: o Evangelho, o Alcorão e o Tao Te King.

E àqueles que se julgarem porcos indignos de engolir as pérolas que lanço como Areias ao Vento (será por acaso o nome?Por acaso acaso existe?) eu peço que se mirem no exemplo de Cleópatra : esmaguem as pérolas e tomem-nas numa taça de vinho.

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Estereótipos Urbanos



A partir de amanhã começa a série semelhante a dos Arquétipos Urbanos, que você viu aqui no Areias ao Vento. Desta vez, utilizando fotomontagens mostrarei os tipos generalizados que perambulam pelas cidades. Grátis vai uma amostra:

Estereótipo zero

Quarta-feira, Outubro 23, 2002

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O poder do silêncio



Admiro o silêncio como quem admira uma tela em branco. Como uma tela em branco que guarda em si todas as cores , o silêncio guarda em si todas as possibilidades de sons, do sussuro ao grito, da folha caindo ao terremoto. O silêncio se situa entre o fim de um eco e o auge de uma algazarra cacofônica em uníssono. O silêncio é o murmúrio de Deus, mas também é o suspiro do Demônio. Antes de um trovão, o silêncio é palpável. Em meio à multidão, o silêncio é invisível. Numa biblioteca, o farfalhar de páginas pode ser ouvido; numa boate, um tiro pode ser ignorado. No barulho, o som baixo é um silêncio. No silêncio, um som baixo é um barulho. É o silêncio que forma palavras, e também é ele quem as dispensa: o silêncio fala muito numa imagem, porque as imagens valem mais do que mil palavras. Mas o silêncio fala pouco nos livros porque as palavras escritas preenchem os espaços vazios - silêncios com palavras - sons. A palavra escrita é som em potencial: se lida em silêncio, ela rompe o silêncio interno, da mente: se lida em voz alta, a palavra rompe o silêncio externo , do ambiente. Em meio a uma conversa, o silêncio é perturbador; num cemitério à meia-noite, ele é desejável; para o músico, é o seu instrumento de trabalho; para o mudo, é uma imposição à sua expressão; para o surdo, é a ausência de impressão; e é por isso que os escritores são os oradores do silêncio. Para quem quer dormir, é necessário que ele seja mantido; para os que querem acordar, ele deve ser rompido. O silêncio pode significar extremos: algo de muito ruim ou de muito bom; para um casal, o silêncio é o excesso de amor ou a falta dele. Para uma flor, o silêncio é vida; para um pássaro, é a morte. Para um falastrão, é uma dívida; para o gago, é um alívio; para o político, é uma derrota; para o palestrante, uma vírgula; para o sábio, uma meditação; mas para o ignorante, o silêncio é um castigo.

Assim, manterei o meu silêncio a todos os insultos que a mim se dirigem.

Domingo, Outubro 20, 2002

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Renascido do inferno: o plágio!



Parece-me que um garoto aventureiro do Blogger Brasil arriscou - se a morrer e ir ao inferno, como eu, Gregory Grimaud:Hotel Hell. Mas o Demônio lançou algumas maldições sobre ele: escrever mal, num texto constituído de vernáculo de baixo calão e atualizado de vez em nunca. Mesmo assim o Blogger Brasil honrou-o com o destaque no Blogs of Note. A vida é assim, uns morrem para renascer e outros já nascem mortos.

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Palavras perdidas no inferno como areias ao vento