Sábado, Outubro 12, 2002

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Eu jogo RPG e eu leio quadrinhos



Este personagem faz parte de um grupo de super-heróis que eu, o Spab, o Leo, China & cia LTDA criamos...a TROPA FUTURO. Acreditem, o boneco da revista, desenhada pelo China, tinha desenhos extraordinários. Vocês ainda ouvirão falar deles e da Tropa Futuro.

Asa negra, membro da Tropa Futuro

Eu criei usando a Hero Machine a partir de um link no Eu jogo RPG

Sexta-feira, Outubro 11, 2002

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Que tal seria vermos Uma nação inteira 'blogando' sem PC ?

Quarta-feira, Outubro 09, 2002

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Cara...essas publicidades do Mundo Perfeito são muito legais...









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Pessoas, conheçam o vencedor do melhor blog britânico o scaryduck provando que até um patinho feio pode sair bonito na fita. Quando teremos o nosso concurso? Já: ibesti




Segunda-feira, Outubro 07, 2002

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O Conto das Areias



Desculpem se o post é longo, mas eu não tiro as Areias dos meus olhos nem os derviches da minha cabeça






1



Num reino, distante das altas montanhas, nasceu um rio claro, transparente.

Fez uma longa viagem e, no decorrer de sua existência, percorreu países diferentes, sulcados por vales extensos e férteis.

Por fim, chegou diante das areias de um deserto imenso.

Ele tinha encontrado muitas dificuldades que sempre soubera ultrapassar.

Da rocha mais dura fizera seixos lisos e doces que cantavam com ele em sua rota.

Tentou atravessar este último obstáculo do seu jeito habitual. Grande foi sua surpresa quando percebeu que toda a arte e toda a ciência que possuía nâo tinham agora qualquer utilidade para ele.

Suas águas desapareciam nas areias tão rapidamente como ele as lançava.

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Recomeçou, e recomeçou, durante tanto tempo que o desespero o invadiu. Mas ele continuava a lançar suas águas sobre a areia, no imenso silêncio do deserto.

Foi então que, do fundo da areia, se elevou o murmúrio de uma voz que segredou:

O vento atravessa o deserto, e o rio pode fazer o mesmo.

O rio respondeu que era exatamente aquilo que se esforçava por fazer, e que estava exausto:

Tudo o que consegui foi me perder um pouco mais a cada tentativa. E estou apenas na borda deste deserto.

Acrescentou: O vento pode voar, por isso pode atravessar o deserto.

Continue a lançar-se com violência, como estava fazendo disseram-lhe as areias , e não conseguirá atravessar. Desaparecerá ou se transformará em charco estagnado. Deve permitir que o vento o leve ao seu destino.

Mas como posso fazer isso perguntou o rio.

Aceite ser absorvido pelo vento respondeu o murmúrio.

Esta idéia não lhe agradou nem um pouco. Além do mais, ele jamais tinha sido absorvido. Tinha medo de perder sua individualidade.

3



E uma vez que tiver desaparecido, como recuperar minha identidade? Quando serei novamente um rio?

O vento, o vento murmuraram as areias ele cumprirá sua função. Ele levanta as águas, as transporta por sobre o deserto, e as faz descer como chuva, e esta forma de novo um rio.

Mas foi o grito do rio , como saber se você diz a verdade?

É assim recomeçou a voz, do fundo das areias

E se você não acredita, se transformará em lodaçal. Isso levará alguns anos. Mas, você sabe, um charco é muito diferente de um rio.

Mas não posso continuar tal como sou agora? implorou o rio.

Não, é impossível murmuraram as areias. Você não pode conservar sua forma atual. Mas se o seu ser (sua parte essencial) for transportado, ele voltará a ser um rio.

Mas ... lamentou-se o rio , nem mesmo sei qual é a minha parte essencial.

Não vinha mais nenhuma voz do deserto, que tornou a fechar-se no horizonte.

Então, a voz das areias começou a ressoar na memória do rio.

Estranhas lembranças lhe faziam eco. Como se já alguma parte dele (mas qual?) tivesse sido levada pelo vento.

Parecia que se lembrava de que tudo aquilo devia acontecer-lhe, e que devia cumprir seu destino, mesmo que não tivesse a mínima vontade.

4



E o rio parou de resistir. Suas águas se elevaram em vapor nos braços acolhedores do vento, que aspirou delicadamente sua parte essencial.

Ele as levou muito depressa, muito longe, e as ergueu muito alto, sobre os cimos, até o longínquo reino das montanhas, muito além do deserto.

Então, o rio tomou consciência de seu ser, onde ressoava o eco de uma voz, vinda das areias:

Nós, as areias, conhecemos o caminho que se estende, dia após dia, desde o fim dos rios até o longínquo reino das montanhas.

Eis por que se diz: o rio da vida tem um caminho, e seu destino está inscrito nas areias.

(Traduzido da coletânea "Cuentos de Oriente para Ninos de Occidente", Editiones Dervish International, A. H. D. Halka, Buenos Aires, 1986.)

Preciosa Colaboração de Ma Bodhi Pavitra

Nota: se preferir, leia o mesmo texto traduzido de outra maneira, mais literária. Ou prefere de outra, ainda mais simples, no melhor estilo Malba Tahan?

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As sombras de uma Era.


As sombras avançam com o por do sol, os sorrisos se vão o medo da escuridão se alastra como a peste.

Os cães dormem, os gatos ganham as ruas.

Eu saio, com as roupas pretas. Em cada esquina um perigo me aguarda , eu estou armado com a minha espada e o meu escudo.

Monstros enormes avançam: a sua couraça metálica reluz sob o brilho da lua cheia. Em seu interior, cavaleiros errantes que jogam as suas montarias na minha direção.

Dobro a esquina, e um novo perigo se aproxima.

Metade homem, metade mulher o ser avança. Desvio do Súcubus e busco abrigo.

Numa taverna, viajantes e moradores da cidade-estado bebem. Uma piada de mau gosto e um deles saca estranho artefato de bruxaria, como que obra de dédalo mas com o ardil malevolente de circe, como uma arcobalestra a arma explode com a força de um sopro de dragão e o ribombar de um trovão nos ensurdece. Eu fujo e ganho a noite nas ruas novamente.

Dobro a esquina, e um novo perigo se aproxima.

Um salteador quer os meus pertences, mas eu o iludo e com os meus trajes escuros desapareço nas sombras.

Caminho solitário, protegido pelos meus amuletos; um anel, uma pulseira, um colar e um segredo na algibeira.

Um cão infernal se aproxima, negro como a noite mais escura. Eu rezo pela nossa sorte, antes de me defrontar com a fera. Um filhote de gato surge , uma benção da mãe Bast, e me salva da fera. Um sacrifício na noite, para que eu saia ileso e prossiga a minha missão.

Dobro a esquina, e um novo perigo se aproxima.

Devo montar na fera que vem de Africae. Ela se move com a rapidez dos anjos, mas parece e geme como uma besta. Estamos agora no ventre do ser, como na história de Jonas no ventre da baleia, que li na vulgata.

Chegamos ao grande castelo que abriga um mercado em seu interior onde consigo comprar aquilo que me moveu na noite cheia de perigos: um alfarrábio proibido.

Mas desafortunadamente os Inquisidores me vêem e se apressam para tentar me capturar. Eu me misturo na multidão, e me preparo para atacar quando uma magia cai sobre mim:

A minha espada se converte numa caneta.

o meu escudo se transforma num caderno marrom.

O alfarrábio se torna um romance.

E eis que descubro que estou preso na época errada.

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Falarei sobre a noite...

Domingo, Outubro 06, 2002

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O sábio chinês volta a atacar


(de tempos em tempos o sábio Chiuen Sing Shang Ming baixa em Patrick Berlinck no lugar de Gregory Grimaud)


A primeira atitude de todos homens ao nascer é chorar.
Apenas alguns homens são capazes de sorrir na hora da morte.

Muitos são os que agradecem obrigados,
poucos são os que agradecem realmente agradecidos.

Ficar acordado à noite não é tão difícil quanto acordar para a vida.

Tocar piano não é complicado, complicado é tocar corações.

Os mortos não se importam com insultos ou elogios. Mas os vivos são capazes de morrer por eles.

O jovem e o velho têm muito em comum: um vem do desconhecido, o outro está indo para ele.

O homem procura lá fora uma mulher, mas deveria antes procurar o homem dentro de si:
A mulher procura lá fora um homem, mas deveria antes procurar a mulher dentro de si.

É muito mais fácil proferir mil palavras erradas do que uma certa. Mas uma palavra certa é capaz de compensar mil palavras erradas.

Os ciúmes são o ódio no amor. O perdão é o amor no ódio.






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Passa o tempo: passatempo




Palavras se perdem: juras de amor são consumidas pelas mesmas chamas que inflamaram os corações dos amantes... palavras se perdem no tempo, como areias ao vento. Lembranças escapam da memória como areias entre os dedos: as areias da ampulheta escoam e nada podemos fazer para deter o tempo: tempus fugit!

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O homem e a mulher


Para me redimir do post de 23 /09



O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher, o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; para a mulher fez um
altar. O trono exalta e o altar santifica.
O homem é cérebro; a mulher, coração. O cérebro produz a
luz; o coração produz amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio, a mulher o anjo. O gênio é
imensurável; o anjo é indefinível.
A aspiração do homem é a suprema gloria; a aspiração da
mulher é a virtude extrema. A gloria promove a grandeza e a virtude, a divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência. A
supremacia significa forca; a preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas
lagrimas. A razão convence e as lagrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de
todos os martírios. O heroísmo enobrece e o martírio purifica.
O homem pensa e a mulher sonha. Pensar é ter uma palavra
no cérebro; sonhar é ter na fronte uma aureola.
O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que
canta. Voar é dominar o espaço e cantar é conquistar a alma.
Enfim o homem esta colocado onde termina a terra;
a mulher, onde começa o céu


Victor Hugo