Pobre povo pobre
Procurei palavras precisas para possibilitar pessoas parvas perceberem perversão, perceberem pichações permeando pacatas praças públicas , paz perturbada por profetas prevenindo, poetas propagando paixões pungentes, pervertidos poemas pastorais proferidos por pastores pregando , proibindo pecado, prometendo perdão para pessoas pobres. Porém proletários prosseguem pagando para prefeitos povoarem presídios para presidiários pretos pardos passarem pelo purgatório penal perpetuamente pago pelo paupérrimo povo . Patrões percorrem países, passeiam por penínsulas percorrem portos pelo Pacífico, passam por Paris, pagando preço pesado por perfumes proibidos para pobres. Pelo país, porém, pobres pedestres percorrem percursos perigosos passam pavor pisando pinguelas. Podre padrão: permite príncipes políticos poderosos, pés parlamentares pérfidos protegidos por pelica pisarem pés pobres, penalizando plebeus proletários. Parei para pensar, percebendo pássaros, pintassilgos pairando pelos prédios. Percebi possibilidades, pirações para parar para pensar: Por que políticos parecem piratas, pilhando patrimônio público? Poderiam permitir pobres partilharem pequena parte ...
Sábado, Agosto 24, 2002
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Sexta-feira, Agosto 23, 2002
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O que fazer quando ninguém o vê ou ouve? O que fazer?
Respostas atravessadas:
A minha chefa pra mim
-- Você nunca me viu nervosa.
Eu pra ela:
-- E você nunca ia querer me ver nervoso. Agora me diz o que eu devo fazer
A minha colega para mim:
-- Repete o que você falou, se for homem.
Eu para a minha colega:
-- Se repetir o que se diz fosse sinal de masculinidade, não existiria gago gay
Mais outra que eu soltei hoje:
-- A partir do momento que o cordão umbilical é cortado, estamos todos sozinhos.
Mas a melhor de todas, não é da minha autoria:
-- A partir dos treze anos de idade, todo homem se torna refém de um terrorista que se esconde entre as suas pernas - disse o incrível promotor da novela das seis!
Quarta-feira, Agosto 21, 2002
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Este é o jovem Neil Gaiman antes de criar...
E este é o homem Neil Gaiman depois de criar...
A sua grande obra...
Terça-feira, Agosto 20, 2002
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Nemo Neo |
Pretendo escrever nas próximas semanas algo do que passei quando morei no Japão, atendendo a pedidos. A seção Labirinto( cartas) foi atualizada com nada menos do que sessenta páginas e a novidade é o Codex Grimaud (com os meus e-mails e conversas on-line). Em breve incluirei uma seção com fotografias além de mudar o layout do Labirinto.
Segunda-feira, Agosto 19, 2002
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Terra Fértil
Aqui é a Terra Fértil, próxima á Capital do país que afunda. Aqui é a Terra onde belas mulheres trajam seus vestidos de noite para transitar pelos coletivos metropolitanos; aqui é a terra do "uai", "so", "demais da conta" onde a origem do que se fala não conta. A terra dos cães soltos como meninos e meninas pelas ruas. Uma terra bela e nova, uma terra de terra vermelha, rica em ferro oxidado e fértil como o ventre das meninas precoces que lotam os postos de saúde, prenhas de pais incertos e desconhecidos . Uma terra de paulistas, gaúchos, cariocas e mineiros, uma terra com uma mitologia de lugar de oportunidade.
Esta é a terra da desigualdade, onde os ricos podem sobrevoar a pobreza sem tocá-la vindos do Distrito Federal ou da Capital, onde está o capital.
Aqui é o lugar onde os pobres e carroceiros têm celular, onde os ciclistas são bicicleteiros, onde se afoga o pobre do arroz nas panelas, onde se serve frango atropelado, coitadinho. Mas aqui se come quieto a comida do próximo da fila. Aliás, fila simbólica, onde um dissimulado tenta enganar o outro para na hora de embarcar no ônibus ou ser atendido no caixa valer a lei do mais forte e rápido.
Sim, aqui é a terra movida por armazéns e distribuidoras movidas a caminhões e carretas pilotadas por caminhoneiros que deixam a mulher pilotando fogão e filhos em casa, ou acham que deixam.
Esta é a terra para onde migra a gente simples da roça e de pequenas localidades rotuladas de "corrutelas", termo que só pode ser uma corruptela de corruptela ou algo que o valha, exceto o dicionário, que nada vale.
E por falar no pai dos burros e outros equinos, por aqui os cavalos trabalham até sangrar, as mangueiras jorram água até para lavar o céu, carros carregam sons que parecem artilharia pesada e cada festa de aniversário se assemelha a um versículo do Apocalipse.
Ainda assim, a empresa cujo nome é um anagrama daquele que a encabeça propaga a prosperidade do povo que vive humilde sob as suas asas. Mas não têm casas onde morar.
Esta é a terra onde motos carregam famílias para o além e motoristas desabilitados apostam corridas disputando quem morre antes, e não é à toa que quase tudo por aqui termina no hospital da faculdade de medicina da universidade federal semi-abandonada. Um atalho para o cemitério...
Mesmo assim esta terra exporta artistas e esportistas mantidos pela faculdade mantida pelos que têm ou tentam pagar para serem alguém na Terra Fértil.
Além de tudo e de todos, os maçons observam alhures mas não alheios, sem poderem ser observados. Eles mantém e são mantidos pela Terra Fértil e outras cidades vizinhas, são como plantas que aqui germinaram e se ramificaram.
Fora isso tudo, este é um belo lugar, como tantos outros no Brasil, especialmente para aqueles que detém o poder e o dinheiro, ou o poder do dinheiro, o que dá na mesma.
Domingo, Agosto 18, 2002
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VOX POPULI, VOX DEI
( A voz do povo é a voz de Deus)
Aviso aos desavisados
Se você deixa de ver a pessoa, vendo apenas a deficiência quem é o cego?
Se você deixa de ouvir o grito do seu irmão para a justiça, quem é o surdo?
Se você não pode comunicar-se com sua irmã e a separa, quem é o mudo?
Se sua mente não permite que seu coração alcance seu vizinho, quem é o
deficiente mental?
Se você não se levanta para defender os direitos de todos, quem é o aleijado?
A atitude para com as pessoas deficientes pode ser nossa maior deficiência...
E a sua também.
(Autor desconhecido)
Segredos
Recentemente recebi alguns e-mails interessantes, aos quais respondi prontamente. Alguns deles partiram do pressuposto precipitado que eu restrinjo as minhas atividades criativas à internet, o que é um erro. Diante de mim, antes da tela do computador, há livros, uma prancheta, pastas...a parte de mim que vai para internet não chega a 10% das minhas atividades. Alguns afirmaram que me exponho muito no meu diário on-line, mas isso não é verdade, porque se fosse, eu certamente protegeria o meu weblog com uma senha. Na verdade, os meus segredos vão para o diário digital Areias ao Vento, homônimo do meu weblog, escrito no ótimo aplicativo de diário Diary Holder, protegido por senha. Apenas o que eu julgo interessante e menos privativo dali é revelado.
Labirintos
Da mesma maneira, as minhas 200 páginas de cartas publicadas no blog LABIRINTO não chegam sequer a metade da minha correspondência pessoal. Em breve, o blog Codex divulgará os meus e-mails, chats e mensagens instantâneas mas não revelará nada realmente particular meu ou de ninguém quer que seja ou que não queira ser amigo meu. Apesar de ter uns 5 e-mails e de poder estar on line em 5 modos de mensagens instantâneas simultaneamente, graças ao Trillian, eu não estou disponível para conversas on-line. Se estivesse, divulgaria, por exemplo, o número do meu icq. Alguns acham que escrevo para desabafar, como terapia para as minhas neuroses. No momento, estou sentindo as mãos queimarem, um indício de uma tendinite em ambas as mãos, coisa rara e terrível que me fez baixar nesse instante o programa de reconhecimento de voz motrix, que servirá para inaugurar uma fase de uma semana de posts "falados" para que eu possa descansar um pouco. Nota importante para o Spab: Stephen Hawking não tem movimento nem dios braços nem das pernas; todo o seu trabalho como físico teórico é realizado de sua cadeira de rodas graças a um programa de reconhecimento de voz semelhante ao motrix que permite que o cientista interaja com o seu computador.
Restauração
E por falar em falados, tenho aqui tantos textos de minha autoria manuscritos com a minha letra de imprensa, para muitos ilegível , que me dedico à missão de transcrever esses textos para mídia digital, permitindo que algum dia possam ler o que escrevi. Este é o chamado projeto Restauração, título também de uma carta a Rael Is (cujo verdadeiro nome deve permanecer uma incógnita). O projeto Restauração envolve a publicação de 4 tipos de textos de minha autoria(projeto Tetragramática, T4): textos literários , textos esotéricos(e científicos), cartas e o meu diário. Respectivamente as homes Construindo Castelos no Ar, Hierogrifos, Labirinto e Areias ao Vento contém esses textos - mas não tudo o que fiz ( porque, algum dia, talvez, quem sabe?) - eu possa ganhar algum dinheiro com o que escrevo. Os meus arquivos incluem 25 pastas e fichários repletos de material escrito e coletado e mais 10 Gb num CD. É verdade que tenho 5 agendas e perambulo com um caderno de notas repleto de textos que datam de 2000 até hoje. É notória, no meio acadêmico que frequento 16 horas por dia, a minha habilidade e gosto por resumir livros. A menor parte dos meus resumos está no site Hierogrifos. O meu gosto por quadrinhos , especialmente os super-heróis ainda é uma coisa pouco divulgada na internet, mas na minha pasta de projetos já está um livro de quase 200 páginas sobre o assunto e estou arquivando os dados da minha coleção de 3000 exemplares no SICREQ do Marcelo Areal, um excelente programa nacional freeware(grátis) para cadastrar HQs. O resultado disso - bem como a divulgação de várias transcrições de Histórias em Quadrinhos que faço desde a década de 90 - se tornará um site...quem viver verá a verdade.
A verdade
A verdade é que eu sou Gregory Grimaud!