Sábado, Maio 04, 2002

[+/-]

Aos meus amigos e amigas que deixam as suas palavras como areias ao vento neste blog, especialmente BY:

É para vocês que eu lanço estas palavras como iscas para os seus corações e mentes e fico muito feliz que alguns sejam fisgados. Venham a mim, órfãos da literatura falida, literatos solitários, diletantes hesitantes, poetas frustrados, jornalistas desempregados, estudantes fatigados, humanistas desilidudos, românticos platônicos... venham a mim!

juntos lançaremos bolinhas de sabão sobre a superfície calma de um lago de solidão, e cada uma dessas bolhas que estourar causará uma perturbaçao, ínfima que seja, que se espalharár em ondulações concêntricas por todo o lago. E eis que as águas serão doces..

Beijos a todos!

Quinta-feira, Maio 02, 2002

[+/-]

Gregory Grimaud do futuro

Recentemente eu mostrei-me antes(na vida intra-uterina), depois( com uns 19 anos) e também menino, numa foto mostrando a minha árvore fotogenealógica. Faltou só mostrar como serei no futuro:






[+/-]

Monotonia mercantilista


A monotonia do dia-a-dia é como um pesadelo recorrente que nos persegue quando despertamos. Você acorda cedo sabendo o que irá fazer o dia inteiro, e é o mesmo labor repetitivo de sempre - e para piorar, você torce para que nada diferente aconteça - porque isto poderia se traduzir num acidente que o impediria de continuar a trabalhar. Você sabe que está preso num mecanismo, que você é uma engrenagem desse dínamo capitalista que não pode cessar o seu moto-perpétuo; nem sempre você quer fazer parte dele, mas se quiser parar de se mover, será considerado uma peça defeituosa e substituído por outra melhor e mais nova. Se for corajoso o bastante e se atirar num ataque contra o mecanismo, será esmagado pelas engrenagens da máquina-ferramenta do capitalismo. Então você prossegue diuturnamente a sua jornada semanal de labuta no seu ofício com vínculo empregatício, indício de exploração que você ignora porque esse negócio de "indício"da bolsa de valores é só pra magnata e economista e você víve de salário mínimo de respeito, desrespeito, pelo ser humano.
Final de expediente e você chega em casa, o esperado momento de descanso junto à famíia no local chamado lar. A televisão o aguarda, exibindo uma programação instigante e emocionante feita para atraí-lo. Traí-lo. A diversão que ela proporciona parece boa demais por ser gatuita. Ela gera fantasias, dá a impressão de satisfazer os seus desejos, sim, os programas vão de encontro aos seus desejos, dão satisfação e os estimulam despertando algo nas suas entranhas, sede de ação, fome de poder, vontade de vencer...mas como, sem burlar as leis vigentes? Enquanto você pensa em como fará para tornar a sua vida monótona semelhante àquela dos personagens nas imagens da televisão, vem o intervalo comercial. E você finalmente descobre como irá saciar a sua fome, sede e a vontade que o consomem e realizar a fantasia de ser como o seu herói favorito: basta comprar algumas coisinhas...espere...são coisas que a maioria dos trabalhadores como você não pode comprar.
Aí vem a frustração, a cólera, a cólica...por que diabos alguns podem ter o que precisam e outros não...mas espere, espere, afinal que programa que você estava assistindo?
O comercial foi tão longo que você esqueceu. Ah, era o Espetáculo do Bilhão, o programa do empresário bonzinho que faz perguntas que você não sabe responder porque o trabalho o afastou da escola mas que se responder pode ganhar um bilhão. Ou perder tudo. De onde será que ele tira tanto dinheiro pra distribuir? No que você estava pensando mesmo? Esqueceu, está muito cansado.
Bem não importa, é hora de dormir para começar mais um dia. Falta quanto para as suas férias? Ah, as férias... um mês por ano ficar longe do trabalho por algum tempo, e se divertir...será que o dinheiro vai dar para fazer aquela viagem? Talvez. Se não der você financia em 12 meses...afinal, você trabalha pra isso.
Opa. Peraí. Tem uma contradiçao aí. Você trabalha por um ano para sair de férias mas o dinheiro economizado de um ano de trabalho não dá pra financiar um mês de férias. Será posível que você trabalha para financiar as suas fárias? E aquele cruzeiro de preço exorbitante que nem uma vida interia de trabalho pagaria? Se ele existe, alguém pode pagar . Deixa pra pensar nisso depois, senão você vai se desconcentrar do trabalho fazer alguma asneira e parar no olho da rua. E daí, adeus férias. Que programa será que vai passar hoje? No que você estava pensando mesmo?

Segunda-feira, Abril 29, 2002

[+/-]

O meu sonho dos assassinos canibais das trevas além de ter um ar de FC trash ou de HQ barata reflete os dias que tive que ir ao hospital com a minha avó, dias que decretaram um recesso forçado nas minhas atividades virtuais on-line neste blog. Também notei uma estranha semelhança - naquele particular do mal me perseguindo-, com o meu poema Egonomia, publicado aqui no Areias ao Vento.

...E a sua residência
É tal uma fortaleza
Protegida
Pelo criador de tudo
Contra ela só podemos
Gritar imprecações
Bravatas inúteis,mas...



No último dos dias
Seremos milhões
E, ele estará só
Assim como outros
Existirão separados
Estarão sem forca
Esperemos...

[+/-]

Sonho

Assassinos canibais das trevas

Futuro: o mundo está destruído e algum tipo de doença maléfica faz com que certas pessoas tornem-se assassinos canibais.Por algum motivo eles não se atacam mutuamente, mas perseguem aqueles que são imunes.

Eu faço parte de um grupo de resistência que está entre os mais organizados do mundo e e encabeço um esquadrão de ataque direto aos contaminados.

As criaturas que outrora poderiam ser chamados de seres humanos, mas que se transformaram em monstros, avançam contra algumas pessoas aterrorizadas numa rua arruinada e sem iluminação da cidade-fantasma em que vivemos. Por algum motivo, eles preferem a noite, as trevas e as sombras. Os monstros amam as trevas de fora porque elas refletem as trevas em seus corações e almas. As suas vítimas são destroçadas com mordidas e arranhões, nacos de carne são arrancados e mastigados com voracidade selvagem e sede de sangue vivo.Naquela noite, naquela certa noite escura como poucas,eu estou na rua e vejo pessoas morrendo diante de mim e como sempre não resisto e parto para o ataque. Segue-se um festival de sangue e morte na defesa das pessoas sãs . Consigo salvar uma criança, corro perseguido por um destacamento semi-organizado dos contaminados, a maioria negros, e subo as escadas do nosso quartel-general percebendo que fomos invadidos. Uma luta desesperada se dá nas escadarias escuras do velho edifício. O mal nas criaturas é quase palpável, uma mescla de humor negro, ódio visceral, sanguinolência e ironia. Alguém do meu grupo tem uma perna arrancada e grita em desespero.


Acordo...

Domingo, Abril 28, 2002

[+/-]



Eu necessito de um instinto coletivo, e não de andar num ônibus coletivo.




Instinto






Coletivo