Areias ao Vento
Sobretudo sobre o nada da existência arte,filosofia,e ciência; sobre tudo e sobre nada:do oculto e da sapiência
Marcadores:

Shhhhhh


"Quieto, pequenino. Não se atormente.
O espaço é frio, você é quente.
O espaço é vazio, você é presente.
O espaço é antigo, você é recente.
Durma e forme-se. Durma e forme-se."

LORRINA THE ALIEN (DAVID BOWIE).

DE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS DO MONSTRO DO PÂNTANO, ARGUMENTO DE ALAN MOORE, 1987.Transcrito por Patrick Berlinck e digitado por Paula Toledo



Eu sou o cavaleiro do silêncio. Nada do que eu possa escrever aqui será capaz de quebrar o silêncio de um vulcão em erupção, de um abalo sísmico em seu tremor, de um furacão em seu vórtice. Esta seria, em outra ocasião, se eu fosse outro eu, o fim das Areias ao Vento. Porque conclui que palavras ao vento não são como areias ao vento.A mim, de nada vale cavalgar nesta praia barulhenta . E também porque os comentários que tenho recebido em troca das minhas palavras têm sido aquém do que eu mereço ler. O que recebo em troca de palavras que vocês teriam que pagar caro para ler em outras circunstâncias? Por que diabos subestimam a minha inteligência, citando ou expondo autores que já me fatiguei de ler, estudar e perseguir na eterna busca que eu sou?Por que me condenam à solidão, obrigam-me a mascarar-me e agora insistem que eu me cale?Estas palavras não são apenas o que me restou: são tudo o que restou a vocês. São palavras perdidas no tempo que não pára, brotando de tendões carcomidos, de nervos destruídos, de músculos lacerados: dor que os levaria a um hospital se a sentissem um só dia. Peço que se calem; pela última vez, antes que o silêncio venha!


0 comentários:

Followers