Areias ao Vento
Sobretudo sobre o nada da existência arte,filosofia,e ciência; sobre tudo e sobre nada:do oculto e da sapiência

O Livro do Destino



Como podemos carregar o fado das nossas vidas se tudo já estava traçado desde o início dos tempos? Se tudo começa com uma explosão e termina com uma explosão, se viemos de um vazio escuro e sabemos que a ele voltaremos.Os alfarrábios de Kardec dizem que temos o livre-arbítrio,mas estamos presos ao carma de vidas passadas enquanto os opúsculos carcomidos do conhecimento oculto dizem que existe um traçado maior na nossa vida ,que tudo está predestinado,mas nós escrevemos o subtexto da nossa existência.

Começamos como fetos e terminaremos como defuntos. No intervalo entre um horror e outro há só uma eterna antecipação (da morte) que e uma interminável rememoração( do nascimento); num dos extremos há a possibilidade não-realizada do aborto( a vida interrompida prematuramente) e noutro a potencialidade da eutanásia ( a vida terminando antecipadamente). Mas uma das coisas não aconteceu, e a outra pode não acontecer, então seria melhor que nos preocupássemos com a vida e com o destino que nos mantém acorrentados a ela. Sem razões profundas para o existir do nossso ser, sem nada a fazer ou missão à cumprir além do sobreviver. O sobreviver significa apenas resistir vivo ao sofrimento, e nada além disso. Nada de buscar verdades a respeito de si mesmo, dos outros, das coisas, animais e do universo. Nada além do nada. E é este nada o mal herdado do século XX pelo século XXI. O nada que atira (n)as pessoas ao sexo vazio, à solidão das drogas ao suicídio coletivo


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