Areias ao Vento
Sobretudo sobre o nada da existência arte,filosofia,e ciência; sobre tudo e sobre nada:do oculto e da sapiência

O despertar da matrix.


Eu escrevo o que eu quiser , ainda que os falsos pretensos mestres da escrita pagos `a soldo da miséria e ignorância que eles proprios fomentam - para não perderem o seu ganha-pão - queiram que eu faça diferente e me alimente da sua excrescência meramente estética como quem nada na superfície de um lago de profundezas belíssimas - mas que nele nunca mergulha porque foi condicionado, viciado a não ir fundo - influenciado justamente por aqueles que vivem da superficialidade. Abutres, urubus sobrevivendo da carniça dos verdadeiros talentos, crápulas inescrupulosos, assassinos do verbo: matam-no sem direito a defesa em conjugações tenebrosas em câmaras de tortura convencionadas , condenadas a se chamarem salas de aula. Eu desdenho dos patos que arranham a superfície de onde eu mergulho, e eu rogo-lhes: não se aproximem de mim ou os afogarei com um vômito profuso de verbos e elocuções adverbiais e orações coordenadas assindéticas para que façam as suas análises de corvos e rirei das aves negras que roubam as idéias plantadas no campo do saber, pois eu sou a ave de rapina que constrói ninhos nas alturas (para caçar as demais) e eles são as aves necrófagas que vivem na carniça de frases podres normatizadas, metodologizadas por seus bicos cartesianos arrancando nacos da carcaça de textos moribundos do que outrora foi o corpo cevado do conhecimento do qual me alimentei faustosamente. Eu rirei com fervor e fúria entrópica tremeluzente dos seus tropeços, e o "eles" são vocês que não sabem escrever, pintores sem perspectiva, poetas sem métrica, escritores sem gramática, escultores sem frisos, maestros sem partituras a viver de frases mimetizadas de idéias estereotipadas, de modelos arquetípicos, de métodos consagrados pelo uso de gabaritos mofados pela saliva do decano desconhecimento doscente que nada cria de novo . Sobre vocês defecarei tudo aquilo que digeri nas minhas entranhas ao longo das eras intestinais pretéritas da imperfeição quando ainda era vítima das suas frases decoradas expelidas de bocas fétidas, com saliva nos cantos, babando as tartamudeantes gotas de saber que foram diluídas pela perfeição do verbo livre da tabuada conjugada e ditada, na minha adolescência, quando nadei no rio da verdade - mais - que - perfeita e desemboquei no mar do futuro , enquanto vocês ainda viviam e vivem de passado. E ali, somente ali, defequei o conteúdo do que digeri e vocês o comeram: um dia comeram as excretas do meu saber! E comerão novamente, pois eu - nós - escrevemos, nós sabemos mergulhar. Venham a mim, arrogantes mestres grandiloqüentes do nado superficial, ao duelo! Embatamos nossos sabres até o fio tênue penetrar na carne frágil e que a contenda se encerre "a primera sangre".



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